segunda-feira, março 23, 2009

Última Parada 174 (2008)

IMDB
site oficial
Depois de alguns filmes brasileiros muito bons, conhecidos de toda a gente (Tropa de Elite, Pixote - finalmente saiu uma versão em dvd, à venda na fnac!) e de alguns filmes brasileiros médios (Linha De Passe) é com agrado que escrevo alguma coisa sobre o filme já descrito no excelente documentário de José Padilha, com o nome Ônibus 174. Penso que, Última Parada 174, cumpre sem qualquer dificuldade aquilo a que se propõe.
Ambos (documentário e filme) abordam a vida de Sandro. Uma criança que se torna um menino de rua no Rio de Janeiro, após encontrar a mãe morta. Sandro é não só um dos diversos miúdos de rua, como um dos sobreviventes do famoso massacre da candelária. Tudo isto aliado ao analfabetismo, drogas e falta de oportunidades fazem com que despropositadamente, Sandro faça um sequestro no autocarro 174. A partir daqui é o jogo do gato e do rato: Sandro não mata porque não é sua intenção e não tem coragem e a policia não atira sobre ele, porque tudo está a ser transmitido em directo na televisão. A diferença entre Ônibus 174 e Última Parada 174, é que Ônibus 174 demonstra tudo isto com depoimentos de familiares, intervenientes directos e imagens de reportagem; por sua vez Última Parada 174 conta a mesma história com actores.
Para quem viu Ônibus 174 é inevitável a comparação entre os dois, no entanto, mais do que competir, completam-se. Há diversos pormenores que só são entendidos vendo o documentário. Por exemplo, o filme não mostra o lado da Policia, mas em compensação expõe mais a vida pessoal e sentimental. Acima de tudo, parece-me que o filme tem um lado mais pessoal e emocional enquanto que o documentário tem uma vertente mais social e politica.
Se possível, vejam os dois.
nota: 7/10

domingo, março 22, 2009

Martyrs (2008)

IMDB
Mais uma vez o cinema de terror francês volta a mostrar o porquê de ser cada vez mais visto e apreciado. Não tenho qualquer dúvida em dizer que o terror europeu está em grande, apresentando um terror muito acima da média. Martyrs é bem feito e tem uma boa história - algo cada vez mais raro e muitas vezes menos importante no género. O que inicialmente parece ser apenas mais um filme sobre uma revolta e violência gratuita, acaba por ser justificado e bem explicado. Consegue juntar os mais comuns estereótipos e acima de tudo deixar-nos a pensar.
Após um inicio bastante explosivo, há um momento em que pensei que as coisas se iam afundar numa tentativa de explicar o inexplicável, ou mesmo, arruinar num qualquer final. Mas é ai que o filme ganha novamente interesse, levando-nos realmente ao centro da questão.
Não quero cair no erro de o comparar a qualquer um dos outros filmes franceses recentes do mesmo género. Mas temos aqui uma história e cenas de difícil digestão.
nota: 8/10

sexta-feira, março 20, 2009

Double Negative

myspace
ouvi o disco de Double Negative uma ou duas vezes em casa e não liguei muito. Quando meti isto a tocar nos fones, ficou no repeat por tempo indeterminado, tal é a raiva saída da goela desde gajo. Este disco é a mistura perfeita de Void, Poison Idea e Voivod.

segunda-feira, março 16, 2009

Trouble Every Day (2001)

IMDB
Este filme tem coisas muito boas sobretudo a tensão que consegue criar com o silêncio. Depois não se sabe bem para onde vai caminhar. A determinada altura temos a sensação que toda a gente se vai comer (sexualmente) mas aos poucos isso vai-se desfazendo e a obsessão vai-se revelando. Vicent Gallo cumpre na boa o que lhe compete e Béatrice Dalle mostra porque razão é aquela personagem magnifica em À l'intérieur.
O filme aborda a viagem de um casal norte americano até Paris no que aparenta ser uma lua de mel. Paralelamente vamos observando outras duas historias de vida, o médico neurocirurgião que tenta controlar a mulher e a empregada do hotel que pouco faz além de aproveitar os quartos para algum lazer. Sobretudo o que o filme explora é a obsessão talvez até compulsiva em termos comportamentais das personagens. Claro, que tudo isto tem uma relação e como é óbvio, será Vicent Gallo a fazer a união, revelando o porquê de estar ali.
Não é um filme fácil de agradar a toda a gente, porque é lento e silencioso, com planos claros e simples de forma a nos deixarem apreciar mentalmente as personagens.
Gosto deste filme!
nota: 7/10

Sheitan (2006)

IMDB

Seguindo a tendência actual e não menos surpreendente do cinema de terror e dos últimos posts do blog, voltei a investir em dois filmes europeus, sendo o primeiro deles Sheitan que conta com a presença do cada vez mais e melhor actor Vicent Cassel. Sheitan é um filme que explora algo já antes visto em filmes como Texas Chainsaw Massacre ou mesmo The Hills Have Eyes. Ou seja, a família rural doentemente corrompida pela incesto, em que cada membro é mais paranóico e horrível do que o outro. Neste caso, não é um grupo de miúdos que vai em viagem e acaba por ir parar àquela zona por acaso. Tudo começa numa discoteca, no meio de um engate uma miúda os convida a irem para a sua casa de campo. A tal família, são os caseiros.
O filme não é espectacular. Tem cenas com bastante graça e um lado doentio capaz de ser real que o cinema europeu consegue manter. Se tiverem tempo vejam que vale a pena.
nota: 6/10

domingo, março 08, 2009

Ip Man (2008)

IMDB
Primeiro: dos melhores filmes de artes marciais modernos.
Segundo: história real e brutal.
Terceiro: leiam quem foi Yip Man
Tudo se poderia resumir à guerra China Japão e á miséria a que os chineses foram subjugados, não fosse um homem unir esforços e forças através de uma arte marcial: kung-Fu. Acima de tudo o que Ip Man fez, foi unir as pessoas e ensinar-lhes algo que não só lhes desse capacidade de lutar contra soldados japoneses mas força de espírito para enfrentar a opressão.
As cenas de luta são brilhantemente simples mas cativantes. Não temos chapadaria por chapadaria, isto não é o chuck norris, mas sim uma forma de arte e sobrevivência. Yip Man ficou famoso por ter sido o homem que ensinou Bruce Lee.
Mais um daqueles filmes que sendo norte americano iria ter uma projecção gigante, mas que sendo chinês, o ocidente ignora.
nota: 9/10

Ils (2006)

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Não teriam brincado connosco...
Quero desde já dizer que foi grande falha minha só ter visto este filme agora. Penso que na altura achei que o nome "Them" seria apenas mais uma versão do The Others - não ha qualquer relação...
É sobretudo mais um dos diversos filmes que têm dado origem ao que muitos já chamam de "F-Horror". Ils é um bom exemplo de como é possível fazer um filme assustador sem nada de paranormal ou ficção. Aqui temos: uma casa; um casal e "eles". A história não tem nada de novo, mas pouco importa. O importante aqui é que tal como Eden Lake o que temos é uma situação real, neste caso os factos são mesmo reais e isso é que nos deixa a pensar. Adoro o facto de o filme só ter uma banda sonora em momentos muito específicos, depois temos grandes momentos de silêncio incomodativo interrompido por sons irritantes. As cenas dentro de casa, fazem-me bastante lembrar o que de melhor se fez no cinema de terror Italiano dos anos 70, ou seja, temos uma casa com mobiliário pesado e um romance em tons baços. Encontra-se algum ponto de ligação com o ambiente que Dario Argento nos oferecia e penso que não foi ao acaso. Outra coisa que me pareceu, é que o filme norte americano Strangers tenta açambarcar muita coisa daqui, mas tal como escrevi noutro post, sem qualquer sucesso...
No final o que nos fica na cabça é mesmo: "não teriam brincado connosco..."
nota: 8/10

Eden Lake (2008)

IMDB
Nada como voltar à carga com algo que valha a pena. Eden Lake foi mais uma agradável surpresa dentro do bom cinema de terror europeu que se tem destacado do esgotado terror norte americano e do repetitivo horror asiático. Desde a alguns anos para cá França, Inglaterra e Espanha têm nos oferecido o que de melhor tem sido feito em termos de terror. Mas isto poderá ser conversa para outro post.
Eden Lake é real. É algo que pode acontecer a qualquer um e o medo é esse. Não temos zombies e não temos um assassino em série. Mas unicamente aquilo que criamos, adolescentes. Consegue juntar o melhor de Haute Tension com Kids, sem cair no exagero. O filme conta-nos uma história que poderia estar em qualquer capa de jornal: alguém que vai passar férias para junto de um lago, perto de uma localidade rural com fracos recursos financeiros e onde a violência é banal. Um grupo de miúdos que também frequenta o lago, gosta de arranjar confusão e não sabe quando parar. A partir dai é uma bola de neve e claro que acaba mal.
Destaco sobretudo este pequeno grande actor, que já se tinha revelado gigante em This Is England, estou a falar de Thomas Turgoose.
nota: 8/10

sábado, janeiro 24, 2009

Whos That Knocking At My Door (2007)


o filme chama-se: Whos That Knocking At My Door (2007) e ainda não o vi mas depois de ver uma das melhores capas dos ultimos tempos, fiquei com vontade de ver um "emo kid" a levar na tromba hahaha...
Vou fazer copia do meu original através do que circula ai na net.


Sinopse: "In this offbeat thriller from South Korea, Je-hwi (Im Ji-gyu) is a reclusive misfit who unexpectedly gains a girlfriend when he saves pretty but apprehensive Jang-hui (Yun So-si) from the impact of a falling couch, though she's clearly more attached to him than he is to her. One day, Je-hwi unexpectedly meets Pyo (Pyo Sang-u) and Rom (Im Ji-yeon), who he knew in high school. Pyo and Rom are happy to see Je-hwi and offer to take him and Jang-hui out for dinner, but Je-hwi remembers the couple as bullies who treated him with disrespect and while he cheerfully accepts their offer, he has revenge on his mind and becomes partners with delusional Choi (Jo Seong-ha) in a bid to cut them down to size. Je-hwi's scheme quickly turns violent, leading to a battle of both wits and weapons between Je-hwi, Pyo and Choi. Ju-su-ji-e-seon geon-jim chi-ta (aka Who's That Knocking At My Door? was the first feature film from writer and director Yang Hae-hoon "
procurem: Whos.That.Knocking.At.My.Door.2007.DVDRip.XviD-LAJ

domingo, janeiro 18, 2009

Let The Right One In (2008)

Låt den rätte komma in (2008)
site oficial
fotos e criticas
tenho dezenas de reviews de filmes para meter aqui, mas nenhum outro me deu tanta vontade de dar a conhecer como este. O único filme sueco que havia visto, era o Fucking Amal (1998), que é pesado e bom, mas não me despertou de todo o interesse para o cinema sueco. Let The Right One In é soberbo! Tem a inocência e aventura de um Goonies, conjugado com a adolescência, o sangue e o enquadramento do Lost Boys. Não quero com isto dizer, que se gostam destes dois clássicos dos anos 80, vão gostar deste, não é isso. Eu pessoalmente, encontrei aqui muitas semelhanças e dá-me gosto entender que foram propositadas. Há um pormenor delicioso, que embora seja um cliché do universo das histórias de vampiros, é claramente copiado do Lost Boys - o facto da vampira dizer sempre a Oskar que a convide para entrar na sua casa. O filme consegue ser muito divertido e ao mesmo tempo "creepy" , tornando-se acima de tudo num drama - basta pensar no simples facto de serem duas crianças apaixonadas.
Pois é meus amigos e já temos um remake americano a caminho. Pode ser que saia uma coisa boa, mas convenhamos que as coisas começam a cair no absurdo. Será que os norte americanos não conseguem ver filmes produzidos noutros paises?
"Reeves on Let the Right One In Remake
Source:MTV
November 14, 2008
Overture Films would do well to strike while the iron is hot on their redo of Let the Right One In. Cloverfield's Matt Reeves is attached to write and direct and, as he tells MTV, it may very well be his next project.
"Overture wants it as soon as possible," he tells the site. "They would love me to do it next so that's what we're shooting for at the moment."
He also reveals he'll likely set the film in Colorado to take advantage of the snow locale similar to Tomas Alfredson's Swedish import which looks at a young boy's relationship with a vampire.
"The movie and the book are incredibly Swedish yet there's something so universal about the tale of this kid and something that in the context of an American story could be completely different while being very consistent with the original story," says Reeves. "There's something about it that can be an American mythic tale."
Enfim...
nota: 9/10

segunda-feira, janeiro 12, 2009

...gostar de filmes sem gostar de cinema....

houve uma altura que sempre que podia tentava ir ao cinema. Porém, as coisas mudaram. Mudaram não por falta de tempo ou porque os filmes são maus, mas sim porque deixei de ter paciência para ver filmes rodeado de pessoas. As salas deixaram de ter qualquer controlo sobre o publico e só falta existir uma janela onde as pessoas podem ir levantar bifanas durante o filme (qualquer coisa do género das roulotes de beira de estrada seria perfeito para a fabricação do cancro da maioria das pessoas). Longe vai o tempo em que existia um senhor com uma lanterna sempre pronto a apontar a luz nos olhos a quem não se calava, comia ou estava nos melos durante o filme. Esse sr era realmente chato, mas fazia um policiamento necessário.
Neste momento só podemos ir ver filmes a dois tipos de salas: medeia pseudo intelectual ou lusomundo catujal pontinha style. Para entrares numa sala medeia, primeiro tens de estar na esplanada, anexa ao cinema, meia hora antes do filme começar, a beber a bica e a fingir lês um livro enquanto controlas francesamente a miúda da mesa ao lado (certamente estará vestida com cores pastel); Já nos lusomundo, tens de ter brincos de ouro (no género feminino têm estar num dos cantos da boca - algo visivelmente semelhante às crianças da Somália com moscas na cara), ter o cap de casota e uns grandas air max com a meia por cima da calça e qualquer dia têm um lugar especial de estacionamento exclusivo saxo cup (similar ao que acontece hoje em dia para as pessoas com deficiência - afinal é disso que estamos a falar, não é?)
Perdi a paciência para o barulho e a falta de interesse que as pessoas têm ao estarem a assistir a um filme. Se for uma comédia, as pessoas são umas anormais que se riem por tudo o que tem e não tem graça; se for um drama , levas com o pessoal todo a falar e a comentar com o vizinho, como a vida é fodida; terror, vão normalmente grupos de labregos que adoram levar as miúdas para as ver gritar e dizer: "isto não mete medo; é tudo tão mal feito; só me dá vontade de rir..."; Acção, nem quero imaginar...
Faltam ainda os dois dos piores cenários: a fila da frente que não se cala e a fila de trás que te pontapeia as costas até ficares com falta de ar. Por fim, os amigos que não só, não tiram o som do telemóvel como também o atendem. Juro, quem me dera ter 2 metros e pesar 200Kg para poder dar na tromba neste pessoal. Mas como estou longe desta performance atlética, vejo os filmes em casa através de rips e cópias (claro que tenho o original!).
Já agora, mega post de filmes, para breve...

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Boy A (2007)


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Boy A é daqueles filmes que quando acaba, dizes: "f*da-se ganda filme!"; se o vires antes de ir dormir, na manhã seguinte ainda vais estar a pensar no que se passou naquele rectângulo luminoso que esteve na frente dos teus olhos durante hora e meia. Não conhecia nenhum dos actores e não sei se quer quem é o realizador. Li algumas coisas boas, achei que seria um bom drama inglês e infelizmente não me enganei. O que se passa é nada mais do que realidade. Aqui não há heróis. Só falhados e f*didos pela sociedade. Não vos vou contar a historia porque o filme é bom, não só pela brutal representação, mas também pela capacidade que tem de manter a tensão e o suspense sobre o desenrolar da história. Mas, basicamente resume-se a um gajo que saiu da prisão e tem de esconder o passado para poder ter uma vida descansada, caso contrário tá entalado pelos media.
nota: 8/10

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Mongol (2007)

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tinha saudades de ver um filme épico com tantas e boas sequências de sangue (dai o filme ser "Rated R for sequences of bloody warfare"). A história é basicamente o que está aqui descrito na wikipedia, sobre o Genghis Khan, ou seja o maior ou segundo maior império que alguma vez dominou o mundo (há teorias que colocam Alexandre o Grande em primeiro...). Os actores e a fotografia são soberbas e a caracterização tranporta-nos na perfeição para os acontecimentos da época. Quanto a mim, peca apenas por ser demasiado curto. Uma história destas merecia um filme mais longo, com mais pormenores. Há aqui demasiados saltos que deixam escapar coisas importantes. As cenas de acção são muito boas mesmo, algumas a fazer lembrar o maravilhoso Azumi.
nota: 7/10

vida do blog

Embora tenha visto uma série de filmes, não tenho tido tempo para actualizar o blog. Convém deixar claro que, ao contrário do que aconteceu no passado, vou deixar de colocar aqui a minha opinião sobre blockbusters ocidentais. Em qualquer jornal ou página da net, encontra-se comentários, reviews, criticas sobre o ultimo indiana jones, o rambo X, o hulk XX, etc... Prefiro dedicar o meu tempo e este espaço, para escrever e mostrar trailers, capas, etc; de coisas que habitualmente passam mais ao lado da generalidade das pessoas. O tempo também não tem sido muito e o pouco que tenho livre, prefiro utilizar para ver filmes em vez de escrever sobre eles.
Para vos dar alguma coisa, fica aqui uma bela capa, cujo filme nunca vi e não tem qualquer relação com o que escrevi...

sábado, novembro 29, 2008

Solos / Descendents (2008)


Site Oficial

só digo isto:
- 1º filme de zombies feito no Chile
- 2º os direitos foram comprados pela GHOSTHOUSE PICTURES, que é o mesmo que dizer, pelo master Sam Raimi (The Evil Dead, 30 Days of Night, Spider-Man...)

Heavy Metal in Baghdad (2007)

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Site Oficial
tendo em conta o titulo e a capa esperamos um documentário sobre a cena metal iraquiana. Esqueçam isso, só existe uma banda: ACRASSICAUDA. Todo o documentário é sobre eles. Inicialmente vemos filmagens de 2005 e depois os jornalistas voltam em 2006 para ver o que mudou (uma vez que já foi derrubado o governo de Sadam). Não consigo descrever quem tem mais coragem, se os jornalistas que se submetem a determinados riscos só para entrevistar 5 pessoas que tentam tocar heavy metal no Iraque, se os membros da banda. Os jornalistas logo que chegam vestem coletes à prova de bala e viajam sempre nuns jipes conduzidos e acompanhados por uns tipos armados até aos dentes, que os vão levando e desaconselhando a ir a determinadas zonas. Assistimos a uma tentativa de concerto na base de um hotel, em que tudo está a ser alimentado por geradores, ao mesmo tempo se ouve bombas a cair. Aqui tudo é miséria, desde o simples facto de não poderem usar cabelo comprido ao até serem obrigados a fazer uma musica a apoiar o estado (caso contrário seriam proibidos de tocar pela policia). Assistimos ao bombardeamento da sala de ensaios; à fuga como refugiados para a Síria e a entrada pela primeira vez em estúdio para gravar 3 músicas. Há ali uma altura que nos abstraímos completamente de que estamos a ver um documentário sobre uma banda de heavy metal e só nos focamos na parte humana.
nota: 7/10



terça-feira, novembro 25, 2008

Dead Set (2008) - tv series


Site Oficial
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séries é das cenas mais overrated que existe e se não virem o lost, o prison break ou o dexter terão menos assunto de conversa que os vossos colegas de trabalho. Quase que as séries substituiram as conversas sobre o benfica, mas felizmente ainda não chegámos lá... Durante os anos 80 houve séries que curti ver. Havia sempre aquele entusiasmo de sabado à tarde estar à espera para ver os 3 Duques e Captain Power ou melhor que todas: V batalha Final. Tudo isto para dizer que nos dias de hoje nao tenho paciencia para séries mas acredito que algumas delas devem ser realmente boas.
Dead Set é uma boa série de 5 episodios. Não a vi como série, simplesmente saquei os episodios e vi tudo numa tarde (o que nem ocupa uma tarde inteira...). Li algumas boas criticas comparando-a ou superiorizando-a aos filmes de zombies actuais e depois de ver, não tenho duvidas em confirmar que estavam certos. Os actores são bons e a historia é original. Se Romero se tinha lembrado de fazer um filme de zombies com um centro comercial (Dawn Of The Dead) aqui temos um filme de zombies passado durante o Big brother. Ou seja, quem está lá dentro não sabe o que se passa cá fora, até a infestação chegar ao estudio, contaminar os familiares que crincundam a casa e claro, alguém chegar lá dentro. A velocidade, a lingua e o desenrolar das coisas faz-me lembrar o 28 Days Later. Depois há personagens muito boas e que marcam os acontecimentos: o realizador "chico esperto" e claro (já não pode faltar em qualquer reality show ou novela moderna) o gay popular. O gore é 5 estrelas e bem ao genero de antigamente. Aconselho.
nota: 8/10

sexta-feira, novembro 21, 2008

Taken (2008)

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Taken é um filme que cumpre aquilo a que se pré-dispõe, ou seja entreter com muita
chapadaria. A história é já mais que conhecida e não tem surpresas: tráfico de miúdas por mafiosos do leste; raptam a filha do sr e ele vai busca-la - não vimos já isto no maravilhoso Commando? Já para não falar das dezenas de filmes do Van Damme ou Steven Seagal sobre a mesma alçada da vingança familiar...
Então qual a diferença? É simples, os actores são bons, o ritmo está bem encadeado, as cenas de chapada são frias e sem o tipifico efeito da perna e braços à velocidade da luz. O filme tem dois momentos que gostei especialmente: 1º um camião que esmaga um gajo e 2º uma sra que leva um tiro à mesa (não estou a contar nada, só vão perceber isto quando virem o filme). Liguem o aquecedor, deitem-se no sofá tapadinhos com uma manta e vão ver um filme que já conhecem do principio ao fim, mas que ainda assim vos vai entreter por hora e meia.
nota: 6/10


sexta-feira, novembro 07, 2008

Stuck (2007)

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Stuart Gordon é o Sr. por trás deste filme. Quem não conhece o seu maravilhoso Re-Animator de 1985 pode parar de ler o blogue aqui.
Stuck é tal como eu esperava um excelente mix de "terror" com humor negro. Sem vos querer contar a história, tudo se resume a uma enfermeira (representada pela Mena Suvari conhecida de todos do enorme American Pie) que ao sair de uma festa com a cabeça cheia de drunfos, atropela um individuo. Para não se entregar na policia e ser acusada de crime foge com o corpo no carro e guarda-o na garagem de casa até tentar ver-se livre do corpo, mas as coisas são bem menos simples do que parecem... A partir daqui, vejam o filme que vão ver cenas muito boas. As cenas que envolvem sangue, ossos partidos e mais algum gore estão com um bom nível. As cenas de comédia, são algumas delas tão nonsense e ridículas que encaixam perfeitamente no perfil de Staurt Gordon. Pessoas que gostam de ver filme de terror nas salas lusomundo com 10kg de pipocas na mão, pelo medo ou sustos que apanham, esqueçam este nome. Não vão entender o filme e não vão achar graça nenhuma a isto.
Não sei se isto alguma vez vai estrear em Portugal, mas arranja-se facilmente nos sítios do costume...
Aqui há mais algumas criticas em português.
nota: 7/10

Midnight Meat Train (2008) (parte 2)

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no seguimento deste deste post, agora que já o vi, posso falar com mais à vontade. Midnight Meat Train é dos poucos filmes de terror americanos que saiu este ano, que se tornará num filme de culto. Como já tinha referido, uma historia de Clive Barker com a direcção de Ryuhei Kitamura e dificilmente a coisa corria mal. E felizmente não me enganei! A história é boa e os actores cumprem bastante bem a sua função. As mortes e o enredo em torno das situações são muito bem conseguidas, tornando-o num bom slasher com toques de Pumpkinhead. Quando virem o filme vão entender porque razão digo isto.
Pelo que li algures, a estreia nacional é feita a 13.11.2008
nota: 8/10